Lagoa da Confusão, Pugmil, Ananás e mais: conheça a origem de nomes curiosos de cidades do TO
25/01/2026
(Foto: Reprodução) O nome de um município costuma estar diretamente ligado à sua história e aos primeiros moradores. No Tocantins, algumas cidades chamam atenção justamente por terem nomes curiosos, cujas origens são contadas por diferentes versões ao longo do tempo.
Embora existam divergências sobre quem teria sido o responsável por determinadas denominações, os nomes registrados marcam o processo de ocupação, emancipação e identidade de cada localidade.
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O g1 entrevistou representantes das cidades de Ananás, Pugmil e Lagoa da Confusão.
Fruto silvestre deu origem ao nome da cidade no norte do Tocantins
Em Ananás, no norte do Tocantins, a origem do nome da cidade está ligada às características naturais da região e ao início da ocupação do território. O município tem 10.325 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o secretário de Administração do município, Acilon Rodrigues de Oliveira, os primeiros registros remontam ao começo do século XX.
Em entrevista ao g1, ele contou que, por volta de 1903, a família de José Honorato da Cruz se instalou na região. No local, teria sido identificada uma grande quantidade de um fruto silvestre conhecido como ananás, semelhante ao abacaxi, que crescia espontaneamente.
“Por causa dessa abundância, ele deu à propriedade o nome de Fazenda Ananás. Assim, o nome da cidade preserva uma ligação direta com a natureza da região e com a história de seus primeiros habitantes. Por isso temos um abacaxi enorme bem no meio da principal praça da cidade”, explicou.
Abacaxi gigante em Ananás, símbolo do nome da cidade.
Arquivo/Prefeitura de Ananás
Máquina usada em obras deu nome ao município às margens da BR-153
Pugmil tem cerca de de 2.7760 habitantes, segundo dados do IBGE em 2020. O nome da cidade tem origem em um equipamento utilizado no início do povoamento da região. Segundo a vereadora Elizete Batista Viana, registros históricos apontam que a denominação surgiu a partir de uma máquina estrangeira usada para moer cascalho, muito empregada entre 1971 e 1973 durante obras de movimentação de terra.
“Essa máquina era bastante presente no acampamento de trabalhadores formado durante a construção da rodovia BR-153. Por marcar o cotidiano dos operários, o termo ‘Pugmil’ passou a ser usado informalmente para identificar o local”, afirmou.
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De acordo com a vereadora, com o crescimento do povoado, o nome se consolidou. Quando o distrito foi elevado à condição de município, em 1994, a denominação foi mantida oficialmente, preservando a referência à origem do surgimento da cidade.
Elizete destacou ainda que, embora Pugmil seja um município de pequeno porte, algumas iniciativas culturais ajudam a valorizar a identidade local e a preservar a memória histórica.
Ela citou as comemorações de aniversário da cidade, que costumam incluir programação cultural e shows regionais, reforçando os laços culturais da população.
“A origem do nome Pugmil pode impulsionar o desenvolvimento local ao fortalecer a identidade comunitária, estimular o turismo e gerar valor cultural e econômico para o município”, concluiu.
Araguatins e Itacajá concentram a maior quantidade de aparelhos.
Arquivo/Vereadora Elizete Batista
Território de difícil acesso inspirou o nome do município
Em Lagoa da Confusão, no sudoeste tocantinense, o nome chama atenção de quem passa pela rodovia e desperta a curiosidade de visitantes. A origem está ligada às dificuldades geográficas da região, às histórias dos pioneiros e às narrativas populares que atravessam gerações, segundo Wesley Cavalcante, do setor de Relações Institucionais da prefeitura. A estimativa da população em 2024 é de cerca de 16 mil habitantes.
De acordo com Wesley, a denominação remonta às primeiras décadas do século XX, período da ocupação inicial da área. Ele explicou que as primeiras famílias encontraram um território de difícil acesso, marcado por áreas alagadas, brejos, serras e caminhos pouco definidos.
“A confusão entre rios, lagoas e trechos pantanosos levou moradores e viajantes a se referirem ao local como ‘Lagoa da Confusão’, expressão que, com o tempo, foi incorporada ao povoado e depois oficializada como nome do município”, relatou.
Segundo ele, entre registros históricos e lendas locais, o município transformou o que antes era sinônimo de dificuldade de acesso em um elemento ressignificado pela população, preservado na memória coletiva e transmitido entre gerações.
Lagoa da Confusão.
Arquivo/Prefeitura de Lagoa da Confusão
Entre história e lendas, cidade preserva memória e identidade cultural
Além da versão histórica, Lagoa da Confusão preserva narrativas populares que ajudam a alimentar o imaginário local. Na cidade, circulam relatos sobre elementos considerados misteriosos na lagoa, como formações rochosas e pontos específicos que parecem mudar de posição conforme o ângulo de quem observa.
Wesley explicou que esses “causos” são contados em rodas de conversa, encontros familiares e eventos comunitários, mantendo viva uma memória que não está apenas nos livros, mas também no cotidiano da população.
Segundo ele, a prefeitura e as secretarias municipais, especialmente nas áreas de Educação, Turismo e Cultura, desenvolvem ações culturais e cívicas em datas comemorativas e projetos voltados à valorização do patrimônio natural e das tradições ligadas à lagoa.
“Essas ações contribuem para que a origem do nome vá além da curiosidade e se consolide como elemento educativo e cultural”, afirmou.
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